domingo, 4 de dezembro de 2016

"Vazio Concreto" (Sannio)



Havia dito algo esquisito, sobre a cocota procurar o pai. Procurar alguma redenção familiar e esquece-lo. Pareceu moralista. Algo que não lhe era muito comum. Pareceu também  pedir alguma  distância. Um abandono proposital. Nada que combinasse com ele. Nada que combinasse com a sua infindável necessidade de adoração.
Começou a queimar com todas as suas neuroses. Procurou por terapia por um tempo. Ficou sóbrio de vez enquanto os meses se acumulavam. Deixou crescer a barba que rapidamente tornou-se grisalha. 
Respondeu com humor e lacivia aos caracteres ansiosos de uma antiga amante. Escreveu um poema estranho que era simbiotico com a sua própria estranheza.
"Vento ribeirinho
Suspirar sorrido
Gemido em ritmo
Roçar de pêlos 
Púbis
Pentelho 
Apertar de branquidões 
Pressionar de angústias 
União de impossibilidades
Brevidade de objetos
Luminosidade e trevas
Sombra e sobreposição 
Gozo e malícia 
Entrega mentirosa
Devolução"
Trocou os cigarros mentolados por cigarros comuns. Dos mais comuns.
Olhou para os telefones na agenda. E voltou a olhar, diversas vezes.
Quis morrer. Quis dar sentido. Deixou pra lá. Fez a barba e contou os fios brancos que de tantos, o fez deitar.


sábado, 3 de dezembro de 2016

Família Tomiello (Tommy Wine & Beer)




I - Tomiello papai Na barbearia Sexta Às 19 Horas

Ângelo: “Passe a máquina, simplesmente man.”
Barbeiro sub-hipster: “Tem certeza? Tem uma CALVÍCIE substantiva aqui atrás.”
Ângelo: "E eu que sempre achei que isso era um REDEMOINHO, produto de meus pensamentos revoltos man!"
Barbeiro: "Me parece uma calvície considerável senhor!"
E um Bob Dylan imaginário segura um cartaz com a palavra ABORRECIMENTO.

II - Na Fronteira do Centro Histórico Com Cidade Baixa Quase Meia-Noite De Sexta

No Grand’s Bar. Depois de algumas rodadas de Antarctica Sub Zero de 5 pilas, Ângelo Tomiello, quase 40 anos, e seu garoto de quase 20:
Tomiello: “Tive uma VISÃO man! Uma fenda de calcinha que flutuava agora pelo ar! Você NÃO viu man?"
Jr.: "Não vi nada man."
Tomiello: "Mas eu tive uma visão...!"
Jr: "Diabos! E eu NÃO vi NADA man!"
Depois do delírio etílico, a despedida:
Tomiello: “Bom, estou indo pra casa. Acho que devia fazer o mesmo, mas como tu é um  bom F.D.P., então se vá e cuide bem do seu rabo, pra não ser assassinado e não decepcionar tua mãe e vós man.”.
Jr: Só.

III- Final Anti-Heróico

00:24 Ângelo Tomiello PAPI bateu uma meio bebum em homenagem a sua amada e depois dormiu e TEVE PESADELOS.
Ângelo Tomiello JÚNIOR EXISTENCIALIZOU SEUS PESADELOS na Cidade Baixa - e nem sob tortura este narrador informará que se trata de sua falta de sorte com garotas -, depois de mais alguns drinques foi para casa e às 2:69 homenageou a professora de Teoria do Direito Penal COMPLETAMENTE EMBRIAGADO e outrossim apagou.

domingo, 27 de novembro de 2016

Pequena História Romântica (Tommy Wine & Beer)


"cada vez mais descacetado da cabeça..." (Ventania)

I - Uma Trepada Para a Audiência E Uma Pista Introdutória De Dilema Fodinha Para Os Intelectuais

Aquela noite Bobi trepara de um modo aflito com sua companheira Ani.

Usou todos seus truques pra suplantar a angústia que poderia broxar seu coração e alma. O combo língua e barba deixava Ani com os mamilos de pau duro e a xoxota pantanosa sempre.

Quando terminaram ele fumou um pensamento: estava considerando deixar Ani, pois a amava demais para lhe colocar naquela fria que ele se metera!

II - Uma Biografia Flashbackzante De Bostica

Bobi, um tipo tímido. Eleito vereador! Tinha um senso ético guiado por padrões universalizantes de justiça. Metalúrgico. Dava duro pra pagar a faculdade de direito.

Organicamente alçado a líder sindical. Achava que o br tinha uma dívida social foda com seu povo. Um partido novo de esquerda lhe convidou a concorrer, ele topou. Agora uma excelência de porra nenhuma, vereador!

III - Desfecho Clichezístico A la Malhação Para Os Metidos A Besta Vomitar OU O DIA DA "POSSE"

No dia do ato de posse como vereador. Ainda em casa. Bobi se observava de terno junto ao espelho . De súbito tem um ataque nervoso de riso. Que merda pensou acho. A calça estava engraçada pelo volume na parte da frente. Bobi estava com uma incrível ereção galopante. Ele sempre tivera o pau grande é verdade. Mas nunca se vangloriou daquilo. Naquele ocasião o troço parecia ainda maior. Por isso ria nervosamente.

Naquele dia Bobi tomou posse. Tomou posse da sua vida e das estradas. Ele nunca mais foi visto na cidade de Porto Triste. O que se sabe é que comprou uma saveiro, um violão folk, umas revistinhas de cifras e escafedeu-se.

Parece que andava pelo Recife ou Patagônia. Claro, levou consigo sua velha bola de basquete e sua companheira Ani, até por que não era nenhum trouxa né véio!


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

"Árido Movie E O Pastel Bolado Por Selton Mello" (Sannio)

 

Desgastado dos filmes de super heróis e igualmente fatigado dos enlatados americanos. Procurei um filme brasileiro para assistir. Prossegui procurando na verdade... Ou não . Havia assistido um filme setentista ou oitentista (Sei lá!) no Canal Brasil (Não era uma pornô-chanchada). "Romance da Empregada". Bom filme. Não vou entrar em detalhes sobre o mesmo. Mas vale o tempo perdido em assisti-lo. Então, o filme me deixou na febre. E eu extremista que sou. Tão logo pensei: " Cara! Vou assistir só filme brasileiro a partir de hoje. E pau no cu do Tarantino!" Já  vinha  intercalando entre filmes brasileiros e outras produções há uma semana. E no êxtase do momento, me pareceu a melhor idéia. Nem pareceu frescura, como a minha breve fase de assistir só  filmes europeus (A maioria filmes com muito gore e humor negro). Catei um filme no YouTube. Por que é de graça e porque também meus padrões não são tão altos assim.
Sobre o título do filme e qualquer ligação com afrescalhamentos blasés. Filme quase que inteiramente rodado no nordeste, com trilha sonora igualmente cabeça chata, pra mim caga fora do penico em uma breve cena onde ousam macular a trilha sonora, colocando de fundo um sonzinho gringo só pra pagar de legalzinho. Como o movie do título. Desnecessária como aquela bronha depois da balada. Sinceramente achei de uma bundice destoante do restante do longa. 
Muitos dos leitores com as pontas dos dedos amareladas e com eles os curiosos. Conhecem "Árido Movie" apenas pelo teaser do filme onde Selton Mello dixava um baseado. Onde fecha um beck. Escancara um 16, etc. Na verdade o personagem Bob, aperta o chousen. Mas você pode facilmente achar o teaser com o título de Selton Mello ensina a fechar um baseado. Ou algo do gênero. A cena em questão no entanto, presta um deserviço. Pois a seda nem é cortada. E um pastel sem refrigerante se faz presente. 
Indo de encontro a história do protagonista. Temos Jonas, o homem do tempo em um tele jornal de São Paulo. O metereologista desafortunado, logo fica sabendo da morte do pai e parte de Sampa para o árido nordeste para o velório do pai. Pai que era o Pereo (Sou fã!), tive de contar. Spoiler de cu é rola. Foda-se!
E por falar em palavrões. Nem são tantos ditos no filme. Menos de quinze, aproximadamente. O filme mostra a secura do chão do sertão em contraste com a umidade das personagens femininas (Fora as velhotas. ), minto. No pequeno grupo dos amigos de Jonas. Três ao todo. A personagem feminina escondida na fumaça dos baseados fumados por eles, é quase assexuada. Daquelas amigas que você tira pra mano.
Traficantes, capangas sobre motos, uma seita alien e uma indiazinha de largar a família são os atrativos do filme. Tem também a cineasta, barra jornalista ambientalista, barra maconheira que em um dado momento do filme, entrevista o líder da seita alien. E que viagem! O velhote delira de cara o que eu não falo chapado. Ainda por cima parece o Waldo Vieira (Conscienciologista), depois que caiu da bicicleta.
Em resumo: "Árido Movie", um filme pra assistir chapado. Assisti de carinha, confesso. Mas fiquei com a impressão que perdi metade da brisa.

domingo, 20 de novembro de 2016

Sub-Repente Gauche Epistolar (Tommy W.&B.)

"As palavras dos profetas estão escritas nos metros e nas salas dos cortiços (Sound of Silence)"




Carta, eis o doc-resposta
Outrossim o apelido
e a trocadilístita lúdica exposta: Carta ao Carta,
Enfim mais longe dos aperitivos?
Mas dessa cachaça,
as Palavras ainda apetitosas,
No te prives!
Fica esse cabarezinho abandonado
o blog, o nosso privê!
Reclusos ambos estamos
como duas faces
do mesmo tostão furado!
Até nisso hermanos!
ostra-cismados voluntariamente,
desobedientes civis da boemia!?
Mano, feeling:
Salve man! 
Salve o poeta
Salve seu fígado
Sua alma
Seu peru (que o natal está aí..)
Hei Mister Letter mande umas palavras pra mim!
E no mais, ainda que golpeados pelos golpistas
E pelo destino, ok geopoliticamente distanciados...
Foda-se!, flanamos JUNTOS! em pensamento
Ombro a ombro, como uma dupla folk demodê, 
JUNTOS! Sempre juntos!
Por uma "C.B." onírica, AINDA MUITO
MAIS INTERESSANTE!