quinta-feira, 20 de maio de 2010

Good Times Bad Times, por Renato HELL Albasini


E o tempo ríspidamente se torna amigo. Uma vez já foi a puta do momento, hoje é apenas um parceiro para se jogar conversa fora.

Há de se convir que ele nunca se vai. Esvai, sim. Mas permanece ali. Deixa pra trás lembranças, às vezes como cicatrizes, outras como tatuagens não visíveis. E o mais interessante está sempre pronto para lhe mostrar logo ali, em dois segundos adiante que virão mais e mais e mais coisas. Sejam boas ou ruins. Estejam ao seu lado ou não. Nasçam ou morram.

O tempo é um arquiteto desajeitado que planeja com descuido todos os projetos que nós ao longo da vida tecemos. Pintamos o 7. Arranhamos a lousa. Quebramos as vidraças. Ele conserta ao seu modo o que desconstruímos sem modos nenhum!

E nesse tempo conturbado que passamos todos os dias, mesmo naqueles que os dias passam por nós, ficamos mais cientes, sábios e amadurecemos ao ponto de apodrecermos em nossas vãs filosofias sejam de vida própria ou alheia.

Moldamos a magnitude dos segundos, dos minutos, das horas, dos dias, meses, anos...E vivemos! Nem sempre aprendendo. Mas vamos em frente. A tempo de que amanhã ou logo daqui a alguns minutos tudo se modificará.

E como todo bom companheiro, amicissimo, está ali fechando a cara para as bobagens que vamos fazer e de vez em quando soltar um sorriso de canto de boca com o polegar direito hasteado em completo hirto, com o sinal de aprovação momentânea.

E cada um com seu tempo vai vivendo momentos diversos. O nascimento de um bebê, criando um novo tempo. Um novo instante no atribulado tempo de um casal que deixam tudo de lado e antes preocupados com a falta de tempo, pensam agora como será vivenciar esse novo tempo...

Que estejamos a postos...Em tempo.

Um comentário:

Raphaela Flores disse...

amei. queria copiar um trecho pro meu blog, mas nao consegui selecionar só uma parte... deu vontade de copiar tudo!