sexta-feira, 23 de julho de 2010

"FADA VERDE" (Sannio)


Meus olhos estão secos. Como as flores que caem mortas aos meus pés. Nos seis minutos que duram às fissuras das viciosas doçuras do meu menu refinado. Me ponho a riscar alguns nomes. Como perdi pratos este mês! O banquete que todas elas reunidas me fariam aos olhos. Hoje me ferem, pela sua falta de devoção em mim. Pelo cansaço das minhas agressões psicológicas. Por tudo e por quase nada. Corram! Saiam daqui! Outras tomarão o seu lugar! O que as mantinha em minha companhia, agora as expurga. O altruísmo de seus corpos pela minha vontade, de suas almas pelo meu afeto. Pobres diabas, é o que são! Não compreenderam ainda o meu jeito terno de ser seu Deus. Restaram poucas. Mas o número cresce... Assim como a loucura da fada verde.

2 comentários:

Agentes da L.O.U.C.A disse...

Impressiona como tu espreme desse pequeno universo de desilusões amorosas e putaria tanta palavra! Parece uma fonte sem fim! Invejo também estas tuas frases curtas secas, diretas, tiradas cheias de humor, drama...
Abraço!
Tommy Wine Beer.

paul.eric disse...

É o méziss!...